Está ocorrendo, até o dia 14 (sábado), das 10h às 20h, no Ateliê Michelangelo (r. Fradique Coutinho, 798 – Vila Madalena, tel.: (11) 3815-3800), a exposição “Olhares Impressos”. A exposição, que faz parte da primeira edição do programa SP Estampa, promovido pela Galeria Gravura, traz uma série de gravuras pequenas.
Algumas obras acabaram se destacando e são, apesar das dimensões pequenas, visualmente impressionantes. Gostaria de mencionar “Escarpa”, de Mari Dias, que parece reproduzir um recife coberto por coral, mas só com tinta e sem traços, o que dá um aspecto “submarino” que eu não imaginava possível. Sinto-me obrigado, também, a falar do “Pingüim”, de Rafael Kenji, um exemplo intrigante de como fazer perspectiva usando a técnica de xilogravura, que consiste em talhar o desenho em uma matriz de madeira, passar tinta e pôr uma folha de papel para copiar a gravura. O sr. Kenji consegue fazer os efeitos de luz e sombra com uma precisão assustadora, provavelmente por ser discípulo de Ernesto Bonato, um senhor que cria xilogravuras que mais parecem fotos.
| Uma xilogravura (não uma foto!) de Ernesto Bonato, mestre de Rafael Kenji |
Devo também fazer justiça a “Hécate”, da curadora Carola Trimano, que guiou minha breve visita à exposição. Hécate é (são) uma(s) das deusas gregas da Lua, representada por três rostos femininos, cada um representando uma fase lunar (a face que representaria a lua nova não aparece), e também das encruzilhadas e, portanto, das decisões. A gravura, feita em estilo medieval – semelhante a uma carta de tarô –, é, acredito, uma homenagem às decisões, um dos aspectos mais difíceis da vida e ao qual o homem (especialmente administradores e economistas) dedica a vida inteira em busca da melhor escolha. (Mas talvez eu ache isso porque estou em uma faculdade de economia e administração!)
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| Hécate, deusa das encruzilhadas - e da escolha |
Agradecimentos especiais a Mari Dias e ao Sean, que nos recomendaram a exposição.

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